domingo, 19 de setembro de 2010

A bela história de Quentin Piccard!









A epopéia de Quentin começa aos 6 meses de idade, quando seus pais morrem tragicamente, vítimas do ataque de um hipopótamo rosado de Butão, durante uma viagem pela Sibéria Ocidental.



Órfão, desmamado e severamente ferido, Quentin Piccard é criado por sua bisavó, nas florestas de coníferas do Canadá. A senhora Victoria Elisabeth Rolland MacMartin Pixtry Hermann Clinton  Piccard III, apelidada pelos vizinhos de Dona Chica, cuidou do bebê com todo o amor, carinho e atenção que apenas uma bisavó sabe dar, tratando-o com o melhor leite de viados e cervos. O resultado pode ser imaginado: logo nos primeiros anos de vida, Quentin já demonstrou um grande interesse pela carreira musical de Barbra Streisand, por desfiles de alta costura, patinação no gelo e pelo cultivo de seu corpo e sua forma física. Tudo era alegria e felicidade na vida do saltitante e serelepe Quentin... Até que tudo mudou!



Aos 16 anos, o último indivíduo "homem" da família Piccard foi levado até o lugar onde sua decadência iria começar: uma festa Rave! Música eletrônica, drogas, bebidas, clubbers! Foi nesse antro de perdição que Quentin entrou em contato com o triste vício que viria a corromper sua vida: Cheirar papel higiênico. Naquela fatídica noite, cheirou meio metro de papel higiêncio de folha simples. Uma testemunha ocular, que estava no banheiro na hora em que Quentin utilizou a droga pela primeira vez, conta o que viu:






"Foi muito triste ver aquele garoto, mesmo com aquele jeitinho tão aveludado de ser, começando a se perder no mundo das drogas! Eu sabia que era a primeira vez que ele cheirava papel higiênico, pois cortou a parte de baixo do nariz com papel diversas vezes... Foi uma cena deprimente!"



Após a euforia dos efeitos do narcótico, Quentin voltou para casa e viu o segundo evento estranho e triste do dia: Sentada em sua cadeira de balanço, Dona Chica estava imóvel, dura, branca e gelada. Dizem que Quentin a enterrou no jardim da própria casa, sem se importar com os eventuais roncos que a velhota soltava. Dominado pela depressão, ele se trancou no banheiro. Não se sabe quantos metros de papel higiênico ele consumiu naquele dia, que viria a ser o primeiro dia de sua nova e trágica vida, que estava apenas começando a ir para o esgoto.




Desde os 10 anos de idade, Quentin se mostrava no colégio como o típico "babaca". Era aquele cara que, quando um daqueles estojos de lata caíam no chão da classe, pdizia que alguém tinha derrubado o "lencinho" ou a "marmita". Repassava todos os e-mails de correntes para frente e depois jurava não acreditar em nada disso. Era sempre ele nas festas de fim de ano que mandava o típico "é pavê ou é pa cumê", quando o já mencionado pavê era servido. Ele sempre se lembrava que depois da meia-noite já era "amanhã" e que o milênio começou no ano 2001 e não no ano 2000. Sim, ele era babaca e seu vício em artigos de higiene pessoal não estava melhorando isso. Agora ele passava as noites vendo e revendo fitas com exames de DNA do Ratinho e documentários sobre as girafas do Ceilão, "antes Sião, posterior e atualmente Sri lanka", que passavam na TV Cultura e no Discovery Channel, passando trotes nos programas da Igreja Universal na Record e jogando par ou ímpar com o espelho.



Entretanto, porém, todavia, contudo, o Papel higiênico folha simples logo não satiisfazia mais o desejo de Quentin de se esquecer do mundo e dos problemas. Quando começou a se utilizar de uma droga mais pesada, o Papel Higiênico Folha Dupla, sua babaquice atingiu novos e assustadores patamares: Revirava as tardes nos Chats da internet procurando alguém disposto a discutir com ele sobre as culturas esquecidas dos povos perdidos de Burkina Fasso. Procurou por semanas... E encontrou.



Tony Mallony era um "burkinafassólogo" de 46 anos de idade, virgem que habitava o porão da casa da mãe. No dia que conheceu Piccard, arrumou suas malas e rumou para a Floresta de Coníferas. Dentro de suas malas, um terrível segredo, que levaria Quentin ao seu trágico fim.



Chegou na casa da "finada" Dona Chica e foi recebido de braços abertos por nosso herói, que não tardou a se oferecer para carregar as malas do visitante e único amigo. Mal sabia Quentin que carregava o instrumento de tanto sofrimento. Não reparou, mas Tony não moveu sua visão para longe de sua mala enquanto o alegre jovem a carregava. Nao moveu a visão nem mesmo quando Piccard caiu pelas escadas e derrubou a mala, que se abriu acidentalmente para revelar sua preciosa carga: Papel higiênico, folha dupla, Perfumado!



Até mesmo os mais radicais usuários de Crack e Heroína temem os efeitos do papel higiênico folha dupla perfumado. Mas Quentin não teve medo! Se esqueceu que estava sendo observado, rasgou a embalagem e enfiou o nariz diretamente nela. Ao perceber o que se passava, Tony sorriu e se deliciou também com a droga.



Entorpecidos pelas drogas, os dois se entregaram a uma noite de abusos: fizeram uma maratona de Detetive, jogaram 4 partidas de War, conquista do mundo, deram final em Super Mario World, beberam litros e litros de suco de maçã. Comeram dois Big Macs com fritas grandes cada!!!



No dia seguinte, conversaram pouco sobre as culturas esquecidas dos povos perdidos de Burkina Fasso. A ressaca não os deixava pensar. Visto que não teriam avanço naquele tópico, Tony arrumou o que sobrou de sua carga e partiu para seu lar, abandonando Quentin em um lar vazio e com um novo e poderoso vício. Nosso herói, desesperado, correu até o banheiro e pegou um rolo de Fio Dental. Iria se enforcar!




Fez o nó, pendurou no lustre, subiu no banquinho. Colocou o pescoço no laço e pulou para a morte certa, se não fosse por um grande acaso hollywoodiano, pois nesse momento sua sala foi invadida e o lustre caiu no chão, impedindo que Quentin tirasse a própria vida. O tremor foi impressionante quando, tomados por uma raiva assassina inexplicável, uma manada de Hipopótams rosados de Butão surgiu em sua casa.



Se havia algo que Quentin detestava mais do que Fígado Acebolado, esse algo eram os hipopótamos rosados de Butão. Bem, talvez odiasse o carinha das Casas Bahía mais do que tudo isso, mas isso era normal: todo canadense odeia o carinha das Casas Bahía.



Quando o primeiro hipopótamo avançou sobre ele, Quentin atirou um rolo de papel higiênico folha dupla perfumado dentro da bocarra do animal, que morreu no ato, de overdose, tamanha a potência da droga. Ao ver a cena, todos so hipopótamos fugiram, mas sem deixar de antes fazer um tradicional ventilador de merda. O rebosteio gerado por uma manada de hipopótamos (muitos com diarréia, suspeitou Quentin) emporcalhou de vez sua casa, mas é justamente nesse tipo de situação em que se mostra a coragem e a determinação de uma pessoa pois, na bosta, Quentin viu uma oportunidade de mudar de vida! Limpou tudo com os últimos rolos de papel higiênico que possuía e, daquele dia em diante, só limpou a bunda com chuveirinhos e jatinhos de água quente.

Um comentário:

Omar disse...

1 - Post atualissimo, a começar pelo cara das Casas Bahia. Mas msm assim tem seu valor (nao sei pq mas na minha cabeça o nosso heroi morreu no dia pisoteado por essa manada hedionda...)

2 - Cadê o cara das Casas Bahia? Os canadenses mataram ou foi o Maloy q o matou?