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quinta-feira, 25 de junho de 2020
domingo, 14 de julho de 2019
Palavra Secreta (ou Fim da Trilha)
Eu conheço um feitiço
Que pode tomar de assalto e moldar,
No ato,
Conforme meu desejo fugaz,
Conforme minha resolução altiva,
Mundo, espaço, tempo, vontade
E mente.
Eu conheço um ardil oculto
Que me faz mestre em todas as ciências
Que o homem não teve coragem de criar.
Essa chave-mestra, que carrego em um bolso,
Deste casaco que nunca tiro
Não abre nenhuma porta que não me leve
Para fora de onde eu não quero estar.
Eu conheço uma palavra que faz todas as rimas,
E um homem que não vê defeitos.
Conheço uma ideia que não surte efeito
Naqueles que já sabem sobre ela.
E eu sei o que você pensa
Sobre tudo aquilo que os outros pensaram
Antes de você.
Eu conheço um caminho que leva para longe,
De olhos vendados, pés amarrados,
Uma trilha tempestuosa que me leva, sozinha,
Além de penhascos, rios e vales,
Aonde não importa se o Sol nasce ou morre,
Ou quais vozes me seguem e envolvem,
Já que o tumulto na trilha vazia abafa todo o som.
No fim da trilha não posso mais ver
A longa prisão, as pesadas amarras,
E mais ninguém.
Só então eu sei que cheguei
Ao único lar que eu já conheci.
quinta-feira, 4 de julho de 2019
Vômito
domingo, 23 de junho de 2019
Luna dreams of you.
Tell me, you who look up to me
What do you think it is that I see?
You think me wise and clever?
You think me beautiful? Innocent?
I know nothing, that is the truth.
I live alone and cold, just like you.
But I have no wisdom, no control...
For even my path is not my own.
But not you. Your glow is not just a reflection of the sun.
The paths you take are not only the pull of those bigger than you.
And when you smile, the joy is real...
When you cry, true tears we feel.
When you smile you light up the room.
Your eyes glimmer more than all the stars that share my home.
When you are sad you are all I see.
When you are happy you are all that draws me.
Were we ever bonded? I cannot know.
Do I know your fate? I don't think so...
But if you gift me with the light you cast...
Then I'll light up all the heavens with your most beautiful face.
domingo, 10 de junho de 2018
A Olhos Vistos.
domingo, 12 de junho de 2016
A noite escura.
Mas este ar que eu respiro tem algo de incrível; este ar que enche meus pulmões também preenche minha alma e uma velha fome que eu não mais lembrava ter. E vejo no céu escuro uma massa ainda mais escura que o vento carrega no alto dos céus: é o rugido do trovão, a nuvem de chuva, eles vêm a mim novamente! Minha tempestade perfeita, por tanto tempo distante, retorna para o local de onde veio para preencher meus pulmões e alimentar minha alma, meu apetite por poder e propósito.
Ela é bem-vinda, a tempestade consegue sentir. O vento cortante varre meu rosto e eu sinto seu abraço poderoso. Ele me recarrega e eu surjo, renascido, para ver o mundo de uma maneira conhecida apenas por mim. O azul elétrico do raio toca minha pele e se transforma em um brilho dourado. O furacão afia a lâmina em minha mão direita, tão afiada que pode cortar um pensamento antes dele ocorrer. A chuva chega e lava os fragmentos de Passado que se agarram a mim, as memórias de um tempo em que eu havia me esquecido de quem era.
E o hálito dos mortos que traz o frio, para mim é a marca de grandes eventos a se desdobrar neste mundo que, novamente, sou capaz de ver. E nunca mais minha tempestade para longe de mim irá correr.
(Minha versão deste meu texto)
Na hora certa
sábado, 11 de junho de 2016
Falar sozinho.
O Vazio a frente me olha. Aquela imensidão, que tão bem me conhece, tem olhos negros de piedade. Ele me diz que quanto mais vazios, mais profundos somos, e mais de toda a criação nós podemos conter.
Eu olho o Vazio a frente. Esta tempestade, que tão bem o conhece, tem olhos negros de fúria. Eu lhe digo que do que os outros criaram pouco se aproveita, que uma cova rasa é o suficiente para se conter tudo o que me interessa.
O Vazio sorri. A piedade de seus olhos se esvai, pois ela era apenas malícia o tempo todo. Ele me diz que nada que existe fora jamais irá me confortar como o que existe dentro. Me diz que Ser é Sofrer, que Existir é se Perder, que me cercar de tudo que não sou Eu é me roubar de minhas maiores dimensões.
Eu sorrio. A fúria em meus olhos se esvai, pois ela era apenas malícia o tempo todo. Eu lhe digo que nada que existe fora jamais irá afetar o que existe dentro. Lhe digo que Existir não é Ser, e que Sofrer não é Perder, que não é o que me cerca que me define, e sim as minhas maiores dimensões, tão vastas que apenas eu conheço e que nada que não sou eu pode definir.
Nós nos entreolhamos pois sabemos. Sabemos que não existe beira de precipício, que quem Existe fora não é quem nós Somos realmente. Sabemos que não existe um eu e um ele, que nós somos o mesmo, infinito, com espaços se dobrando sobre si mesmos e crescendo internamente, sem acabar nunca mais... E que, do lado de fora, somos apenas um rosto, uma voz sorrindo, uma pessoa que esconde o maior segredo do mundo.
segunda-feira, 25 de maio de 2015
terça-feira, 24 de março de 2015
Viajem para a Lua
De que me serve tudo isso?
Nada adiciona e, francamente, sinto que me subtrai.
Subtrai-me o ar livre e a luz do sol,
Dos quais não sinto falta, mas subtrai-me também a luz das estrelas,
E a face da lua que se esconde entre as nuvens.
Sobra-me só a chuva, e só por que ela força os animais para dentro de suas tocas.
E tudo tem lágrimas demais, e opiniões,
E as verdades já as conto em mais de 7 bilhões,
Absolutas, mas efêmeras como as gotas da chuva.
E minha verdade, que só é verdade na metafísica das verdades,
Se encolhe solitária em nossa toca.
E são emoções, que se confundem com razões,
Que se trocam por desejos e se perdem em argumentos,
Todos já perdidos.
E meus argumentos, que não se tomam por nada mais,
Subtraem-se de seu valor inerente.
Mas as nuvens abrem um pequeno espaço,
E o olho bom da lua de Méliès me espia,
Me dizendo que tudo é ficção e fantasia,
E que aquele que só é dotado de lágrima e opinião,
Aquele feito só de verdades e emoção,
É a pessoa verdadeiramente vazia.
E que quanto mais subtraem do que de mim está fora,
Mais se prova que em mim contenho todas as curvas do mundo.
quarta-feira, 11 de março de 2015
Ciência
Eu já lhe olhei tanto,
Com olhos semicerrados em uma dúvida fundamental, quântica...
E contei giros, rodas e voltas
Contei histórias como quem as lembra.
Tenho hoje uma certeza profunda,
Inabalável como a convicção dos jovens,
Que as lacunas que me tiravam o sono
Eram apenas o espaço que vem depois do fim.
Eu sei que posso estar errado,
Mas não lhe farei mais perguntas.
Eu sei que espero estar errado,
E que perguntas, olhares e dúvidas
E questões e idéias e teorias e tudo,
Por mais que assim sejam concebidas, não têm em si relação alguma com o objeto,
Eu sei que o Objeto só tem relação consigo mesmo,
E só tem os compromissos que assume consigo mesmo,
E que, por si só, nunca inclui as respostas.
sábado, 22 de novembro de 2014
The moon on lake Hali.
This is me, unmade.
Nothing remains of the will of the watcher. In the great play, who is the audience?
The once and future king.
sábado, 24 de maio de 2014
Feeding time.
Feed me, storm. Make it all as it used to be.
I'm here to be nourished, to drink your Thunder and hear your rain. I can read your lightning like a mother knows the cry of her baby.
Talk to me, storm, for I am the one that wishes to hear your plea.
Fill me with your razor winds and show me the familiar face of your clouds. Like mine they are dark and everchanging. Like mine, they hide all light within them.
You are a moving point, storm, you're a blur. But me, no, I'm always here. I'm a fixed point of cataclysm, self-contained and feasting on myself.
So feed me, storm, and allow me to give you home. Make the beautiful chaos stir in me again. Make us kin, for kin we have always been.
And as you move on, please take a memory of me with you. For I am now fed. I am now motion. I am a vessel of the blunt wise force of nature...
Just as you pleaded me to be.
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Minha Droga Favorita
Minha vida e meu propósito são ao teu redor, e tudo é em função de você.
Sua falta faz o corpo tremer de frio. E te ter faz o corpo tremer de calor.
Há quem diga que é uma sonda, buscando o que há no fundo, muito abaixo da pele, entre as vísceras e os traumas e os medos.
Mas eu não digo nada. Eu fico em meu canto, e eu observo. Eu até penso, as vezes, mas não digo nada.
Nunca digo nada.
Quem sabe ouvir nota meu silêncio, e concorda com tudo o que digo. Neste meu canto, eu observo e calo, e só então abro os olhos.