domingo, 10 de junho de 2018
A Olhos Vistos.
domingo, 12 de junho de 2016
A noite escura.
Mas este ar que eu respiro tem algo de incrível; este ar que enche meus pulmões também preenche minha alma e uma velha fome que eu não mais lembrava ter. E vejo no céu escuro uma massa ainda mais escura que o vento carrega no alto dos céus: é o rugido do trovão, a nuvem de chuva, eles vêm a mim novamente! Minha tempestade perfeita, por tanto tempo distante, retorna para o local de onde veio para preencher meus pulmões e alimentar minha alma, meu apetite por poder e propósito.
Ela é bem-vinda, a tempestade consegue sentir. O vento cortante varre meu rosto e eu sinto seu abraço poderoso. Ele me recarrega e eu surjo, renascido, para ver o mundo de uma maneira conhecida apenas por mim. O azul elétrico do raio toca minha pele e se transforma em um brilho dourado. O furacão afia a lâmina em minha mão direita, tão afiada que pode cortar um pensamento antes dele ocorrer. A chuva chega e lava os fragmentos de Passado que se agarram a mim, as memórias de um tempo em que eu havia me esquecido de quem era.
E o hálito dos mortos que traz o frio, para mim é a marca de grandes eventos a se desdobrar neste mundo que, novamente, sou capaz de ver. E nunca mais minha tempestade para longe de mim irá correr.
(Minha versão deste meu texto)
Na hora certa
sábado, 11 de junho de 2016
Falar sozinho.
O Vazio a frente me olha. Aquela imensidão, que tão bem me conhece, tem olhos negros de piedade. Ele me diz que quanto mais vazios, mais profundos somos, e mais de toda a criação nós podemos conter.
Eu olho o Vazio a frente. Esta tempestade, que tão bem o conhece, tem olhos negros de fúria. Eu lhe digo que do que os outros criaram pouco se aproveita, que uma cova rasa é o suficiente para se conter tudo o que me interessa.
O Vazio sorri. A piedade de seus olhos se esvai, pois ela era apenas malícia o tempo todo. Ele me diz que nada que existe fora jamais irá me confortar como o que existe dentro. Me diz que Ser é Sofrer, que Existir é se Perder, que me cercar de tudo que não sou Eu é me roubar de minhas maiores dimensões.
Eu sorrio. A fúria em meus olhos se esvai, pois ela era apenas malícia o tempo todo. Eu lhe digo que nada que existe fora jamais irá afetar o que existe dentro. Lhe digo que Existir não é Ser, e que Sofrer não é Perder, que não é o que me cerca que me define, e sim as minhas maiores dimensões, tão vastas que apenas eu conheço e que nada que não sou eu pode definir.
Nós nos entreolhamos pois sabemos. Sabemos que não existe beira de precipício, que quem Existe fora não é quem nós Somos realmente. Sabemos que não existe um eu e um ele, que nós somos o mesmo, infinito, com espaços se dobrando sobre si mesmos e crescendo internamente, sem acabar nunca mais... E que, do lado de fora, somos apenas um rosto, uma voz sorrindo, uma pessoa que esconde o maior segredo do mundo.
terça-feira, 24 de março de 2015
Viajem para a Lua
De que me serve tudo isso?
Nada adiciona e, francamente, sinto que me subtrai.
Subtrai-me o ar livre e a luz do sol,
Dos quais não sinto falta, mas subtrai-me também a luz das estrelas,
E a face da lua que se esconde entre as nuvens.
Sobra-me só a chuva, e só por que ela força os animais para dentro de suas tocas.
E tudo tem lágrimas demais, e opiniões,
E as verdades já as conto em mais de 7 bilhões,
Absolutas, mas efêmeras como as gotas da chuva.
E minha verdade, que só é verdade na metafísica das verdades,
Se encolhe solitária em nossa toca.
E são emoções, que se confundem com razões,
Que se trocam por desejos e se perdem em argumentos,
Todos já perdidos.
E meus argumentos, que não se tomam por nada mais,
Subtraem-se de seu valor inerente.
Mas as nuvens abrem um pequeno espaço,
E o olho bom da lua de Méliès me espia,
Me dizendo que tudo é ficção e fantasia,
E que aquele que só é dotado de lágrima e opinião,
Aquele feito só de verdades e emoção,
É a pessoa verdadeiramente vazia.
E que quanto mais subtraem do que de mim está fora,
Mais se prova que em mim contenho todas as curvas do mundo.
quarta-feira, 11 de março de 2015
Ciência
Eu já lhe olhei tanto,
Com olhos semicerrados em uma dúvida fundamental, quântica...
E contei giros, rodas e voltas
Contei histórias como quem as lembra.
Tenho hoje uma certeza profunda,
Inabalável como a convicção dos jovens,
Que as lacunas que me tiravam o sono
Eram apenas o espaço que vem depois do fim.
Eu sei que posso estar errado,
Mas não lhe farei mais perguntas.
Eu sei que espero estar errado,
E que perguntas, olhares e dúvidas
E questões e idéias e teorias e tudo,
Por mais que assim sejam concebidas, não têm em si relação alguma com o objeto,
Eu sei que o Objeto só tem relação consigo mesmo,
E só tem os compromissos que assume consigo mesmo,
E que, por si só, nunca inclui as respostas.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Clarividência.
Você queria mudar o mundo e ser conhecido por aquilo que só você sabe fazer. Queria ser um artista, um músico, um ator ou alguém que tivesse fãs e admitadores. Queria ser um escritor, um poeta ou um bom samaritano que faria do mundo um lugar melhor, uma inspiração para a humanidade. Astronauta, esportista, gênio da ciência. Queria exibir o que só você tem para oferecer! Afinal, quem faz isso ou aquilo como você?
Só que você passará sua vida atrás de uma mesa cheia de coisas que não são suas de verdade, resolvendo os problemas dos outros para conseguir dar conta de controlar os seus. Mas não tenha medo! A preocupação com o próximo contra-cheque é tão grande e grita tão alto em seus ouvidos que você não poderá ouvir o barulho dos seus sonhos se despedaçando e morrendo, um após o outro...
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
O meu mundo.
É o ar de muitas vidas do qual vou me alimentar;
Em cada sopro, a cada arranque, sinto o vento me levando;
E quando sento em meu trono azul-turqueza refulgindo;
Sinto os anjos me olhando, cantando enquanto estou caindo.
É um mundo que me espera, com a morte e meus rivais;
Sem sonhos ou esperanças, aqui não cantam meus pardais;
A cada dia que se passa o meu alívio vai surgindo;
A cada monstro do qual corro meu caminho vai se abrindo;
E então, com um passo em falso, grito enquanto estou caindo.
Paro no vazio, sem ninguém a me olhar;
E os anjos vão embora: Eles não podem mais cantar;
Suas asas brancas cortando o céu vão sumindo;
Mas já é tarde pra notar que você não está caindo.
E você se debate, se contorcendo em desespero;
Tenta fugir de sua casa, correr enquanto está inteiro;
Mas eu sei e não me engano que enquanto estou resistindo;
A corda vai se apertando e vai selando meu destino.
Mas meu mundo é assim mesmo, estranho, não se engane;
Tem belezas que assustam e tem cercas sem arame;
Seja vida, seja morte, seja tudo que se fez;
Se gostou, seja bem-vinda. Se não, olhe outra vez.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Anéis de Fumaça
Eu sou um criador de anéis de fumaça, e insiro neles um tom branco que não existe em mais nada em minha vida. Sou um artista das pérolas mais efêmeras.
Se me deparo com uma pequena brisa, por mais ínfima que seja, eu me torno um nada, um reles alguém sem nenhum talento. Mas ninguém me supera quando não existe movimento.
Minhas obras de arte crescem, se afastam de mim. E somem. Eu lhes dou vida, mas não tenho nenhum controle sobre elas depois que deixam meus lábios. São como palavras sem registro, e sua beleza só pode ser capturada em lembranças. Eu não sou um artista do concreto e de nada palpável.
Minha obra prima, em alguns segundos, não existirá mais.
E na madrepérola de meus anéis eu vejo todos os rostos passarem. Rostos que eu feri e sacrifiquei, mais do que a minha arte fere e sacrifica a mim mesmo.
A todos esses rostos, eu quero pedir desculpas, e eu faço questão de lembrar seus nomes antes do vento os dissipar. E tento sentir suas dores... As dores que eu causei.
Mas eu sou um artista, e preciso de mais rostos e histórias para minhas criações. A cada novo dia, eu tenho uma nova vítima. E uma nova culpa. Peço para que não se movam pois, como um pintor, preciso capturar um breve momento... E a menor brisa pode me deixar sem nenhum talento.
E meu sopro, minhas palavras são um veneno para mim. Meus pulmões se tornam negros, mas minhas obras serão sempre brancas.
Elas são todas mentiras.
Em alguns minutos, não saberei mais se são um delírio ou uma lembrança. Não posso tomar crédito ou provar que existiram. São apenas mais rostos tristes em minha cabeça. E eles fazem meus olhos arderem e deixam em minha boca um gosto ruim, amargo...
Mas anéis de fumaça são tudo o que eu sei fazer. Um monumento ao que não sobrevive ao movimento. Algo que nunca existiu.
Então, me desculpem, e não me culpem. Eu não sou um monstro feito de pedra ou um demônio com entranhas de fogo. Eu sou apenas um artista sem uma obra para mostrar. Só um criador de anéis de fumaça.
sábado, 8 de janeiro de 2011
Real Life Trophies
#RealLifeTrophies é um sistema como o de Achievements (XBOX360) ou Trophies (PS3),... mas para a vida real! Vc cumpre, manda foto ou video, e UNLOCK seu Trophy!
E aqui está! O primeiro batch de REAL LIFE TROPHIES! Versão traduzida! Se você já conseguiu algo da lista, me mande comentários com links para fotos provando. Em breve, o Site oficial estará pronto, e você poderá se cadastrar e fazer upload de fotos de suas conquistas!
Trophies separados em categorias de dificuldade: Bronze, Prata, Ouro e Platina!
Clique na Imagem para ver em tamanho Grande:
E a versão original em Inglês:
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Na bandeja de prata, minha cabeça,
Na ponta da faca, meu pescoço.
Não tenho nenhuma canção de vitória,
Que tenha seu nome.
Entrego-lhe livremente minhas glórias,
Voluntariamente, me curvo e lhe saúdo.
Te reverencio, vencido,
Por ter ganho sem ao menos ter lutado,
Por ter ganho sem haver me combatido.
Essa sua arma secreta faz de mim,
Do meu próprio corpo, sua baínha.
Você não a saca e ela me corta
E não há armadura que impeça o golpe,
E eu caio...
E de joelhos lhe entrego sua Vitória
Você nem mesmo sabe que houve uma luta!
Mesmo assim, sempre soube que a conquista era tua.
Já que não tenho contragolpe que lhe possa tocar.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Para Kawabata, com devoção.
Aonde vai parar o sopro do vento?
Aonde vão todas as almas humanas?
Qual foi a vista que nunca se viu? O conhecimento que se perdeu? O segredo que não se revelou? A criatura que não nasceu?
Quem teve uma vida e não a viveu?
Quem teve emoção e não a aproveitou?
Qual foi a terra que não se pisou? Qual foi a fonte que não se provou? Qual foi o toque que não se sentiu? Qual foi o som que nunca se ouviu?
Qual é o som da montanha?
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
O Caos e Eu
Por anos venho me sentindo fraco. Meu ser não transborda mais o mesmo poder de antes. Não sinto mais a imensidão vazia infinita. (Devo admitir que isso parece reconfortante, não fosse pela outra forma de vazio que tomou seu lugar: o vazio da mente, da alma, da ganância por grandeza). Morreu o espaço amplo aonde as grandes idéias surgiam.
Eu controlava tormentas, ventos, trovões e tempestades. Eu dominava mentes e espíritos e vontades. Minhas mãos podiam curar ou ferir com um único toque... Eu criava Pensamentos Vivos a partir de minha própria Vontade, e minha vontade apenas! Agora, posso ver apenas a superfície das mentes alheias, e mesmo a minha própria foge de meu controle de tempos em tempos. Isso costumava ser... Inimaginável! Esqueci todo meu conhecimento arcano, e os poucos feitiços de que me recordo... Bem, não tenho mais o poder para lançá-los.
Quando eu expulsei o Caos de dentro de mim, eu buscava conforto; a capacidade de aceitar me resignar. Eu tentava me adaptar, lidar com minha nova vida trivial, mas agora eu vejo que o Caos tinha um último truque guardado em sua manga: Ele atendeu meu pedido, partindo com um sorriso presunçoso nos lábios, e disse: "Tome Cuidado com o quê você deseja!". O próprio Caos me recomendou que tomasse cuidado... Eu deveria ter-lhe dado ouvidos!
Agora eu sou Par e sinto falta de ser Ímpar. Refiro-me a mim mesmo como "homem" não com o sentido de "Ser humano de sexo Masculino", mas sim como "Adulto", pela primeira vez em toda minha vida.
Eu imploro para que o Caos retorne... Mas meus feitiços não funcionam...
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
domingo, 31 de outubro de 2010
Um pouco de minha história
Janeiro de 84 a.C: Eu e meu irmão atravessamos os Estreito de Bering a pé. O aquecimento global nos roubou esses pequenos prazeres da vida...
16 de Abril de 1203: Disse para Felipe II que era o dia perfeito para investir contra o Ducado da Normandia. Um ano depois, ele era nosso!
13 de Outubro de 1307: Filipe e Guilherme ficaram putos pq não os chamei para entrar em meu grupo. Mandaram nos prender. Só eu escapei.
22 de Março de 1418: Na calada da noite, entreguei a Pedra para o Nicolas. Com um Homúnculo que ele criou em sua imagem, simulamos sua morte. Nos encontramos todos os anos, desde então, para um pouco de absinto e conversa.
21 de Abril de 1509: Henrique VII me diz, no leito de morte: "meu primogênito Artur não deve ser rei. O rei será o Principe Henrique VIII".
28 de Março 1536: Henrique VIII me pediu mulheres e cordas. Como dono do prostíbulo, tive que providenciar!
3 de Julho de 1642: Em Bruxelas, eu e Isabel ouvimos as tristes palavras que Padre Fabio Chigi disse para Maria, em seu leito de morte. Era uma mulher forte!
Novembro de 1789: Quebrei a mão devido ao mau-uso de uma marreta. Foi meu último dia trabalhando na demolição da Bastilha de St. Antoine.
22 de Outubro de 1805: Eu e Nelson brincamos de Batalha Naval, pra relaxar. Eu ganhei, mas me sobrou apenas um tiro de uma caravela.
10 de Dezembro de 1865: Leopoldo I teve um infarto quando eu chamei os belgas de Pseudo-franceses. Leopoldo II ficou me devendo 15 mangos.
5 de Janeiro de 1914: Passei cola pro Cronin, e ele ganhou uma bolsa de estudos para Medicina em Glasgow. Fomos jogar golfe depois.
6 de Maio de 1937: Inocentemente, fui fumar um cigarro no último andar da cabine dos passageiros. Tudo que se passou depois foi um acidente!
Rio de Janeiro, Carnaval de 1946: Não fui só eu quem sentiu um clima entre Cesar Romero e Tyrone Power.
4 de Junho de 1947: Juan me pega na cama com Evita. Dois dias depois, ele a manda para a Europa.
Dezembro de 1949: Coronel Mostarda mata Srta. Rosa com uma Faca na Cozinha. Em sua defesa, diz que "era apenas um jogo". O julgamos culpado.
13 de Agosto de 1969: Jamais me esquecerei do que o DOPS fez comigo.
7 de Abril de 1970: Eu e uma namorada assistimos M*A*S*H no cinema. Ela se ruborizou na cena do banho da enfermeira. Eu ri demais.
1979: Um conhecido bateu a cabeça enquanto nadava em Bertioga. O enterramos no Cemitério Rosario, em Embu das Artes. O exumaram em 1985.
18 de Maio de 1980: Ian me chamou pra assistir Stroszek na casa dele e ouvir The Idiot, do Iggy Pop. Infelizmente, eu tinha outro compromisso...
1º de Novembro de 2009: Fui até Paris me despedir de meu grande amigo Claude. Gênio da Antropologia e da Moda.
10 de Novembro de 2009: Meu primeiro dia como Zelador da Usina. Como era o último lá, me disseram ""Quando sair, apaga tudo."
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Formspring Entrevista! (Nada alterado!)
Estranhamente, nesta mesma época, Pinochio se torna o brinquedo mais popular entre meninas de 13 a 89 anos!
Eu brilho no fim do túnel, nos olhos da criança que chora, na chama de uma vela negra, no vidro de um retrato que se estilhaça. Eu brilho nos sonhos ruins, por entre frestas em moitas nas noites escuras. Eu brilho um pouco além de onde seus braços podem alcançar. Eu brilho no fundo do abismo, nas pepitas de Ouro-de-tolo, em pedras de Zircônia.
Eu brilho no frio do espaço, no gelo no topo da montanha. Eu brilho na neve que cai, na chuva que alaga e nas explosões que matam. Eu brilho quando o sol se esconde e me apago quando ele volta a nascer...
Mas o mais importante é que... eu brilho na Luz Negra e em competições internacionais de Pega-Dedo!
Flores rúbras nascem dos cadáveres podres, e a relva banha-se no necro-chorume. Armas descartadas apodrecem e viram pó, soldados sem nome deixam de existir...
Mas enfim, não acredito não... Eu não acredito em amor em lugar nenhum.
Foi nesse dia que perdi a fé na Economia...
Não sei de Mulik, ainda bem.. tudo que me interessa é que, aparentemente, ele tem uma filha gostosona!
Para descobrir quem matou Odete Roitman!
Jogaria video-game. É o item seguinte na minha lista de preferencias.
Só não pergunte de futebol... ao menos que seja algo ligado ao album da copa.
Basicamente, as pessoas que não se dão o devido respeito... Pessoas sem opinião própria... Pessoas de mente pequena e fechada...
Nossa... Talvez tenha sido Musashi, que me deixou colado em cada uma de suas 2200 páginas gigantes... Ou A Dançarina de Izu, que acaba com uma das frases mais incríveis que eu já li. Também tem "Lugar Nenhum", que me mostrou que a escrita pode criar coisas que eu nunca antes imaginara... Mas sem dúvida nenhuma o escritor favorito é Yasunari Kawabata, então minha resposta é essa. Na verdade, cada momento da vida, cada estado de espírito tem seu livro certo, quase como uma trilha sonora em forma escrita...
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Por outra perspectiva
Era novo e muito diferente.
É assustador,
Era aquele turbilhão
Aquelas novas sensações,
Não lhe ocorreu a costumeira indagação
Era certo demais.
Parecia certo, daquela vez.
Era bom demais.
E o medo era justamente…
Era aquilo, então.
um erro tão adequado…
O mesmo erro, era bom demais.
O que estaria deixando para trás?
Era hora de ver,
Era hora de viver!
Era preciso destruir o Mundo ainda mais!
Queria colocar tudo para fora,
E o medo era justamente
Certo demais...
domingo, 19 de setembro de 2010
A bela história de Quentin Piccard!
A epopéia de Quentin começa aos 6 meses de idade, quando seus pais morrem tragicamente, vítimas do ataque de um hipopótamo rosado de Butão, durante uma viagem pela Sibéria Ocidental.
Órfão, desmamado e severamente ferido, Quentin Piccard é criado por sua bisavó, nas florestas de coníferas do Canadá. A senhora Victoria Elisabeth Rolland MacMartin Pixtry Hermann Clinton Piccard III, apelidada pelos vizinhos de Dona Chica, cuidou do bebê com todo o amor, carinho e atenção que apenas uma bisavó sabe dar, tratando-o com o melhor leite de viados e cervos. O resultado pode ser imaginado: logo nos primeiros anos de vida, Quentin já demonstrou um grande interesse pela carreira musical de Barbra Streisand, por desfiles de alta costura, patinação no gelo e pelo cultivo de seu corpo e sua forma física. Tudo era alegria e felicidade na vida do saltitante e serelepe Quentin... Até que tudo mudou!
Aos 16 anos, o último indivíduo "homem" da família Piccard foi levado até o lugar onde sua decadência iria começar: uma festa Rave! Música eletrônica, drogas, bebidas, clubbers! Foi nesse antro de perdição que Quentin entrou em contato com o triste vício que viria a corromper sua vida: Cheirar papel higiênico. Naquela fatídica noite, cheirou meio metro de papel higiêncio de folha simples. Uma testemunha ocular, que estava no banheiro na hora em que Quentin utilizou a droga pela primeira vez, conta o que viu:
"Foi muito triste ver aquele garoto, mesmo com aquele jeitinho tão aveludado de ser, começando a se perder no mundo das drogas! Eu sabia que era a primeira vez que ele cheirava papel higiênico, pois cortou a parte de baixo do nariz com papel diversas vezes... Foi uma cena deprimente!"
Após a euforia dos efeitos do narcótico, Quentin voltou para casa e viu o segundo evento estranho e triste do dia: Sentada em sua cadeira de balanço, Dona Chica estava imóvel, dura, branca e gelada. Dizem que Quentin a enterrou no jardim da própria casa, sem se importar com os eventuais roncos que a velhota soltava. Dominado pela depressão, ele se trancou no banheiro. Não se sabe quantos metros de papel higiênico ele consumiu naquele dia, que viria a ser o primeiro dia de sua nova e trágica vida, que estava apenas começando a ir para o esgoto.
Desde os 10 anos de idade, Quentin se mostrava no colégio como o típico "babaca". Era aquele cara que, quando um daqueles estojos de lata caíam no chão da classe, pdizia que alguém tinha derrubado o "lencinho" ou a "marmita". Repassava todos os e-mails de correntes para frente e depois jurava não acreditar em nada disso. Era sempre ele nas festas de fim de ano que mandava o típico "é pavê ou é pa cumê", quando o já mencionado pavê era servido. Ele sempre se lembrava que depois da meia-noite já era "amanhã" e que o milênio começou no ano 2001 e não no ano 2000. Sim, ele era babaca e seu vício em artigos de higiene pessoal não estava melhorando isso. Agora ele passava as noites vendo e revendo fitas com exames de DNA do Ratinho e documentários sobre as girafas do Ceilão, "antes Sião, posterior e atualmente Sri lanka", que passavam na TV Cultura e no Discovery Channel, passando trotes nos programas da Igreja Universal na Record e jogando par ou ímpar com o espelho.
Entretanto, porém, todavia, contudo, o Papel higiênico folha simples logo não satiisfazia mais o desejo de Quentin de se esquecer do mundo e dos problemas. Quando começou a se utilizar de uma droga mais pesada, o Papel Higiênico Folha Dupla, sua babaquice atingiu novos e assustadores patamares: Revirava as tardes nos Chats da internet procurando alguém disposto a discutir com ele sobre as culturas esquecidas dos povos perdidos de Burkina Fasso. Procurou por semanas... E encontrou.
Tony Mallony era um "burkinafassólogo" de 46 anos de idade, virgem que habitava o porão da casa da mãe. No dia que conheceu Piccard, arrumou suas malas e rumou para a Floresta de Coníferas. Dentro de suas malas, um terrível segredo, que levaria Quentin ao seu trágico fim.
Chegou na casa da "finada" Dona Chica e foi recebido de braços abertos por nosso herói, que não tardou a se oferecer para carregar as malas do visitante e único amigo. Mal sabia Quentin que carregava o instrumento de tanto sofrimento. Não reparou, mas Tony não moveu sua visão para longe de sua mala enquanto o alegre jovem a carregava. Nao moveu a visão nem mesmo quando Piccard caiu pelas escadas e derrubou a mala, que se abriu acidentalmente para revelar sua preciosa carga: Papel higiênico, folha dupla, Perfumado!
Até mesmo os mais radicais usuários de Crack e Heroína temem os efeitos do papel higiênico folha dupla perfumado. Mas Quentin não teve medo! Se esqueceu que estava sendo observado, rasgou a embalagem e enfiou o nariz diretamente nela. Ao perceber o que se passava, Tony sorriu e se deliciou também com a droga.
Entorpecidos pelas drogas, os dois se entregaram a uma noite de abusos: fizeram uma maratona de Detetive, jogaram 4 partidas de War, conquista do mundo, deram final em Super Mario World, beberam litros e litros de suco de maçã. Comeram dois Big Macs com fritas grandes cada!!!
No dia seguinte, conversaram pouco sobre as culturas esquecidas dos povos perdidos de Burkina Fasso. A ressaca não os deixava pensar. Visto que não teriam avanço naquele tópico, Tony arrumou o que sobrou de sua carga e partiu para seu lar, abandonando Quentin em um lar vazio e com um novo e poderoso vício. Nosso herói, desesperado, correu até o banheiro e pegou um rolo de Fio Dental. Iria se enforcar!
Fez o nó, pendurou no lustre, subiu no banquinho. Colocou o pescoço no laço e pulou para a morte certa, se não fosse por um grande acaso hollywoodiano, pois nesse momento sua sala foi invadida e o lustre caiu no chão, impedindo que Quentin tirasse a própria vida. O tremor foi impressionante quando, tomados por uma raiva assassina inexplicável, uma manada de Hipopótams rosados de Butão surgiu em sua casa.
Se havia algo que Quentin detestava mais do que Fígado Acebolado, esse algo eram os hipopótamos rosados de Butão. Bem, talvez odiasse o carinha das Casas Bahía mais do que tudo isso, mas isso era normal: todo canadense odeia o carinha das Casas Bahía.
Quando o primeiro hipopótamo avançou sobre ele, Quentin atirou um rolo de papel higiênico folha dupla perfumado dentro da bocarra do animal, que morreu no ato, de overdose, tamanha a potência da droga. Ao ver a cena, todos so hipopótamos fugiram, mas sem deixar de antes fazer um tradicional ventilador de merda. O rebosteio gerado por uma manada de hipopótamos (muitos com diarréia, suspeitou Quentin) emporcalhou de vez sua casa, mas é justamente nesse tipo de situação em que se mostra a coragem e a determinação de uma pessoa pois, na bosta, Quentin viu uma oportunidade de mudar de vida! Limpou tudo com os últimos rolos de papel higiênico que possuía e, daquele dia em diante, só limpou a bunda com chuveirinhos e jatinhos de água quente.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Academia: a Fábrica de Idiotas.
"Instituição": conjunto de práticas, costumes e convenções sociais.
Aqui eu falo sobre os Institutos aonde a perpetuação nefasta de ama ideologia específica e particular é o objetivo real. Aonde o Livre-pensamento morre, e com ele morrem também a evolução humana, a Ciência e a maior parte do potencial da raça humana. Lá imperam a destruição do bom-senso, a total ausência de pragmatismo, a prática de um exercício meramente teórico fora de contexto apresentado como uma "alternativa revolucionária, porém viável". Eu tenho uma novidade para vocês, acadêmicos: no Mundo, nenhuma de suas pautas é relevante ou mesmo real. Aquilo que vocês chamam de "discussão atual" em suas salas de aula e audiórios vazios são fábulas e contos e produtos desse seu microcosmos irrelevante. Ninguém se importa, de nada servem! Vocês estão perseguindos fantasmas de sonhos, nada mais, com uma paixão que, se devotada ao mundo real, poderia fazer alguma diferença mensurável. O que vocês estão fazendo não é Ciência, é uma perda de tempo.
Importante notar: longe de mim repudiar o ensino, o estudo, ou o lado nobre da Ακαδήμεια. Eu sou a favor do conhecimento a qualquer custo, inclusive acima as questões e auto-limitações "éticas", mas o conhecimento real jamais será atingido enquanto a Ciência for poluída pela agenda do ego dos "Institutos". Para a Ciência, é mais importante estar Errado do que estar Certo. As maneiras escusas de se promover a perpetuação de uma ideologia irrelevante por puro delírio e pela ânsia de sanar sua megalomania inerente é o erro. Também não sou utópico de acreditar que qualquer um de nós consegue deixar nossa ideologia pessoal de lado por um instante que seja, mas condeno acima de tudo o esforço de transformar cada ser pensante em um novo portador do vírus da Ideologoa sutilmente Imposta.
E um por um os grandes caem por terra, sem notar que não se tornam nada além de jogadores acéfalos de futebol, com seus discursos genéricos prontos e ensaiados, que eles disparam sem pudor para responder qualquer pergunta que lhes é direcionada. Autômatos, robôs programados e sem a capacidade de escapar do raciocínio cíclico que eles acreditam ser de sua própria autoria. Em suma, idiotas! Idiotas dotados de renome e vetores de uma ideologia podre, morta e que deveria morrer em seu ciclo natural.
Essas ideologias baratas são bem apresentadas, e a genialidade é justamente essa: Elas capturam as maiores mentes, oferecendo-lhes aquilo que elas mais amam: apenas lacunas! Mostram causas e consequências (tendenciosamente escolhidos) e deixam os espaços em branco para as grandes mentes preencherem com sua lógica inigualável. Os grandes pensadores usam suas capacidades intelectuais díspares para preencher as lacunas (da maneira prevista), formulando "suas próprias idéias", que nada mais são do que caminhos pisados, esperados. O orgulho então, os faz crer que aquelas idéias são suas idéias originais, e não algo implantado em suas cabeças, e assim se tornam ferrenhos defensores das idéias de outros, achando que são apenas suas.
Mas o verdadeiro pensador deveria estar acima disso, e deveria questionar e repudiar qualquer "causa e consequência" que lhe for apresentada em bandeja de prata. Cada verdadeiro pensador tem sua própria Escola, fundada e seguida apenas por ele mesmo. Mas ninguém se interessa em formar gênios assim... O ego Institucional clama pela idiotização coletiva. Querem estar na frente sem precisar caminhar, mas esperando que os outros caminhem para trás. São o cúmulo da inutilidade, pois fazem tudo isso para "vencerem" em um jogo por eles inventado, que existe apenas em suas cabeças e que não é jogado por mais ninguém.
E neste microcosmos do Limbo, algumas das maiores mentes já se perderam. What a shame...
Mas esta é, acima de tudo, minha visão, e todos estão livres para pensarem o que quiserem sobre o tema.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
As Deliciosas Receitas dos Bandejões Universitários #2
Frango Fimose
NOTA: O Frango Fimose (para os Incultos, Frango à Caçadora) é uma saborosa e consistente variedade de frango cozido coberto por Prepúcios coletados dos próprios frequentadores do Bandejão aonde é servido. Curiosamente, não existe nenhuma confirmação científica de que o Frango Fimose seja de fato preparado com frango, e diversas teorias heterodoxas defendem que qualquer variedade de carne proveniente de Ave, Reptil ou Anfíbio pode ser (e de fato é) utilizada na preparação desta iguaria. O Necrochorume, ingrediente obrigatório ns variadas receitas dos Bandejões Universitários, foi incorporado na receita para adicionar riqueza de sabor, nutrientes e para preservar a textura de recém-amputados dos prepúcios.
Frango Fimose
Ingredientes:
2 Kg de carnes sortidas cortados em formatos aleatórios.
Prepúcios frescos doados (podem ser também fornecidos por um Rabino e Bebês Judeus)
1 bastão de Cola em Bastão
3 Litros de Necrochorume
Salitre a Gosto
Modo de Preparo:
Utilizando a Cola em Bastão, porcamente cole um prepúcio fresco em cada pedaço de carne, enquanto a mistura de Salitre e Necrochorume ferve em um caldeirão mal-lavado que anteriormente foi utilizado para limpar cadáveres para aulas de anatomia.
Deixe a cola secar por poucos segundos, mas CUIDADO! Se a cola secar demais, o prepúcio não irá soltar suas bordas da carne, e o prato perderá sua consistência xexelenta, borrachuda e convidativa. Por fim, jogue os pedaços de carne no caldeirão.
Deixe a carne cozinhar por 28 segundos e nosso prato está Pronto! Fácil, rápido e, hummmm, delicioso!



