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domingo, 12 de junho de 2016

A noite escura.

Na noite escura, escurecendo, um brisa sutil desce do alto dos céu e varre os rostos dos homens. O frio que corre por suas peles não é distante do frio que sobe por sua espinha conforme caminha por um cemitério. Sim,aquela brisa fria é o mesmo hálito gélido dos mortos.

Mas este ar que eu respiro tem algo de incrível; este ar que enche meus pulmões também preenche minha alma e uma velha fome que eu não mais lembrava ter. E vejo no céu escuro uma massa ainda mais escura que o vento carrega no alto dos céus: é o rugido do trovão, a nuvem de chuva, eles vêm a mim novamente! Minha tempestade perfeita, por tanto tempo distante, retorna para o local de onde veio para preencher meus pulmões e alimentar minha alma, meu apetite por poder e propósito.

Ela é bem-vinda, a tempestade consegue sentir. O vento cortante varre meu rosto e eu sinto seu abraço poderoso. Ele me recarrega e eu surjo, renascido, para ver o mundo de uma maneira conhecida apenas por mim. O azul elétrico do raio toca minha pele e se transforma em um brilho dourado. O furacão afia a lâmina em minha mão direita, tão afiada que pode cortar um pensamento antes dele ocorrer. A chuva chega e lava os fragmentos de Passado que se agarram a mim, as memórias de um tempo em que eu havia me esquecido de quem era.

 E o hálito dos mortos que traz o frio, para mim é a marca de grandes eventos a se desdobrar neste mundo que, novamente, sou capaz de ver. E nunca mais minha tempestade para longe de mim irá correr.

   (Minha versão deste meu texto)

sábado, 24 de maio de 2014

Feeding time.

Feed me, storm. Make it all as it used to be.

I'm here to be nourished, to drink your Thunder and hear your rain. I can read your lightning like a mother knows the cry of her baby.
Talk to me, storm, for I am the one that wishes to hear your plea.

Fill me with your razor winds and show me the familiar face of your clouds. Like mine they are dark and everchanging. Like mine,  they hide all light within them.

You are a moving point, storm, you're a blur. But me,  no, I'm always here. I'm a fixed point of cataclysm, self-contained and feasting on myself. 

So feed me, storm, and allow me to give you home. Make the beautiful chaos stir in me again. Make us kin, for kin we have always been.

And as you move on, please take a memory of me with you. For I am now fed. I am now motion. I am a vessel of the blunt wise force of nature...
Just as you pleaded me to be.